um dia
depois do fim
eu disse
que ia te amar pra sempre
mas
eterno enquanto durou
o pra sempre
hoje acabou.
*escrito na Lagoa, naquele café do shoppinzinho
12 setembro 2010
11 setembro 2010
04 setembro 2010
queria dormir agora e acordar daqui a cem anos, quando todos, todinhos, que eu conheço, bem conheço ou mal conheço, não existirem mais.
queria dormir agora e acordar nua daqui a cem anos, com meus anos de hoje e nenhum pertence, nada, nadinha, nenhuma página de livro sequer.
queria dormir agora e acordar daqui a cem anos, tendo vivido tudo o que vivi, mas tendo esquecido todas, todinhas, as pessoas que passaram pelos meus anos de vida desperta.
ando tão cansada de tudo que não guardaria ninguém. a cachorra, quem sabe...
ando tão cansada de tudo que nem sei se queria acordar.
03 setembro 2010
or
o poema que não sai
é a porta não fechada no momento certo
a trepada adiada.
o coração disparado
não é o fim
mas a espera.
é a porta não fechada no momento certo
a trepada adiada.
o coração disparado
não é o fim
mas a espera.
26 agosto 2010
alunissagem
e a lua era aquela coisa bonita
(era lua e arco-íris)
(era lua e arco-íris)
que hipnotizava-iluminava a menina
de capuz vermelho
de capuz vermelho
que voltava bêbada do trabalho
às quatro da manhã.
às quatro da manhã.
20 agosto 2010
movi mento
de repente a luz começa a cair
como no fim de uma peça
os olhos, apesar de abertos,
estão fechados:
durante segundos
o escuro dura eternidade
de repente as luzes sobem
os atores voltam a si
e a gente se levanta
ajeitando o casaco.
como no fim de uma peça
os olhos, apesar de abertos,
estão fechados:
durante segundos
o escuro dura eternidade
de repente as luzes sobem
os atores voltam a si
e a gente se levanta
ajeitando o casaco.
10 agosto 2010
09 agosto 2010
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