13 dezembro 2011
telefone sem fio
as vontades
dentro de si
confusas.
não sabe
se escreve
em prosa
ou verso
se escreve
ou lê
se manda carta
ou finge quê.
não sabe o quê
não tem alguém.
lá do fundo
brotam palavras
frígidas
fracas
cruzadas
letras aleijadas pisca-piscas
que tremem o coração
letras que têm pernas
masnãoandam
que dão as mãos
mas estão
sozinhas.
l
e
t
r
a
s
cayentes
carência
demência
dormência
dormir.
que o inacabado
seja pra sempre
que o que não é
seja o que for
*outubro 2011
09 dezembro 2011
30 novembro 2011
Rio uma ausência
Bem baixinho no meu ouvido, o dia gritou por nossos corpos nus e molhados, abraçados em pé na areia, para que o mar os mirasse e ronronasse seus gemidos trôpegos.
27 novembro 2011
De cigarro e cerveja (ou a imagem e o espelho)
Dou-te um beijo
de despedida e digo
(com cara de quem quer trepar mas não pode).
Minha internet
derruba tua resposta
e me expulsa da cadeira.
No espelho, a imagem
despenteada de quem voltou
da caminhada com a cachorra
e ficou
envolta de ti ali.
Envolta de ti ali.
Sai blusa lilás
sai top cinza
sai short verde
xô, alvoroço de cores.
Descabelada, a imagem te olha
safada só de calcinha
vermelha da cor da tua cueca e
como se tu fosses espelho
sente teu bafo quente
e úmido de cigarro e cerveja
(encosta a boca mas não beija).
Em ti, sou fumaça.
Pego tua mão
trago-lhe o cheiro áspero
que me molha, encharca
e te mostro
quente e úmida
a calcinha vermelha
que me arrancas.
que me arrancas.
Em mim, és palavras.
23 novembro 2011
18 novembro 2011
14 novembro 2011
pois o estômago corrói os olhos
hoje eu
não bebo
não trepo
não fumo
só durmo.
hoje sou menina em tempo de colégio.
...
gostosa que só, ela:
bebe colírio, bebê.
09 novembro 2011
no outro dia
ele: tô com sono.
ela, que dormira com ele: o que andaste aprontando de noite, hein?!
ele: fiz amor.
ela: eu trepei. e fumei maconha e bebi.
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