04 março 2012

Um conto coletivo: trepar por palavras


ela: estou de calcinha, branca com minibolinhas pretas, andando pela casa. seu pau começa a dar volume à cueca vermelha. você me pega forte pelos ombros e me arremessa na cama, de costas. fico toda molhada, quase pingo. você puxa minha calcinha pro lado e já começa a meter, violentamente, num estupro consentido, me fazendo gemer alto, quase gritar.

ele: minha cueca não é vermelha hoje, mas acabei de ficar com um volume enorme aqui.

ela: que cor é?

ele: branca, e sua calcinha?

ela: branca também. hummm, quero morder seu pau, por cima da cueca.

Morde, morde gostoso. Posso sentir o tecido na minha boca, tuas bolas firmes pedindo mordidas também... Posso sentir sua boca nele e nelas, e você vai me deixando cada vez mais maluco, e eu gemo cada vez mais alto e ofegante, puxando seu cabelo. Puxa forte! Você esfrega o rosto no meu pau duro. Esfrego na cara toda, nos meus peitos, e aí quero lamber. Lambe, minha gostosa. E chupar, e esfregar a língua naquela região da cabeça que sei que você adora. Ahhhhh, que vontade de gozar. Que vontade de te chupar até você gozar, enquanto você me masturba. Daria tudo pra te ver agora, toda excitada me escrevendo estas delícias. Já tenho os olhos baixos de tesão... Depois de brincar bastante com os dedos, eu começo a passar a língua na sua boceta, debaixo pra cima, várias vezes, então eu paro no clitóris. Eu começo a gemer. Paro no clitóris, fazendo movimentos acelerados, sua boceta melando minha barba. Eu tô escorrendo e com uma mão na sua cabeça, pego seu pau com os pés enquanto você me chupa. Faço movimentos circulares com a língua e, de vez em quando, abro e fecho bem a boca pra abocanhar sua boceta melada inteira, fazendo barulho de chupada. Começo a gemer cada vez mais forte. Minha baba se mistura com sua lubrificação... caralho, me deu água na boca agora. Eu te puxo pra te beijar, sentir meu gosto na tua boca. Meu pau, por debaixo da cueca, encosta na sua boceta, a gente começa a se roçar, eu pergunto “quer que eu meta?”, você quer? Quero. Mas antes eu volto a te chupar, boceta toda inchada, deliciosa, você se treme toda. Enfia a língua! Enfio sim, começo a te foder com a língua, o dedo roçando seu cu, você quase gozando, eu te olho e falo “goza na minha boca”. Quase. Continuo te chupando, chupo e faço barulho, com uma das mãos aperto seu quadril, com a outra enfio de leve o dedo no seu cu. Fico apertando o travesseiro com as duas mãos, olhos fechados, gemendo alto, pedindo: mete. Tiro a cueca, te provoco com meu pau. Mordo a boca, pego a camisinha, chupo famintamente teu pau duro e a coloco em ti. Então eu te boto meio de lado e começo a meter. Ainnn, aquela sensação de quando entra a primeira vez, acompanhada de um suspiro. Meter, meter, meter, meter, seus peitos pulando, hummm, posso sentir sua boceta quente, pulsante e deliciosa no meu pau. Ele lateja dentro de mim, eu seguro sua bunda e aperto seu peito, como se fosse de uma mulher. Quero tanto sentir meu pau entrando de novo, então eu saio de ti e te viro de quatro, coloco bem devagar, tiro e dou umas lambidas na sua boceta molhada, você ainda de quatro, volto a meter, agora com força, de novo e de novo. Não para! Não paro, metendo e te puxando o cabelo, a outra mão segura seu ombro... vontade de entrar todo em você, sua pele ficando vermelha nas costas e na bunda, eu, metendo, puxo seu cabelo e digo que você é gostosa pra caralho. Você me sente gozando, gozando e gritando? Sinto e escuto e meto com mais vontade enquanto você goza. Fico toda mole. E vai pro sofá, senta meio deitada, de frente pra mim. Querendo te ouvir gozar. Começo a bater uma punheta, olhando seu rosto suado e vermelho, você passa a mão no meu saco e pede pra que eu goze. Estou de pernas bem abertas, lambendo a boca. Hummm, vou gozar. Goza! Gozo pra caralho, tudo em cima de ti, no seu peito, sua barriga, respingando um pouco na boca. Ofegante, toda mole, olho tua porra, sorrio, depois me jogo no sofá, você acompanha, eu melada de ti, bem gostoso, tenho vontade de te chupar e começar tudo de novo, te acariciar de leve, cintura, barriga, mamilos, morder tua orelha, cheirar tua barba, me afogar em ti. Vem agora fazer isso!

ele: estou vendo você numa foto. vontade de bater uma punheta olhando no seu rosto.  

ela: bate. eu gozei enquanto você me comia de quatro. 

(30 de outubro de 2011)

24 fevereiro 2012

me...


Um
fio
de
melancolia
me
cor-
ta.

Corta.
 As palavras me andam escassas...


um beija-flor invadir

As madrugadas me sugam
e, trôpega da vida,
às vezes vou até ti.

15 dezembro 2011

Ma Moses

vou dar um tempo de mim
vou até a esquina do quarto
botar a cabeça pra fora
espremer os olhos
que dormiram um inverno
e gritar
do fundo das minhas pálpebras;
parece que agora a voz vai

serei louca
serei trôpega
serei outra
serei roupa velha
gente velha
cadarço desamarrado
copo vazio
touca de banho
serei pochete e chiclete
quem sabe periguete?
usarei salto alto
comprarei cigarros
tecerei calvários
construirei macas
ignorarei peças
amassarei flores
distribuirei mágoas
darei dores
darei de ombros
darei pra escombros...

vou dar um tempo de mim
abandonar a janela e caminhar
traquear e sorrir como se não fosse comigo
acariciar peixe morto na peixaria
ser estranha e velha

antes, vou enfiar a cabeça dos vizinhos
na TV ligada 24h, há duas semanas, no mesmo canal
pro globo inteiro ouvir

depois, e sempre,
beijar a boca de Hilda Hilst
que repousa numa linda fronha com rendas francesas.