misturou
remédio vodka maconha cerveja
e tristeza
me diz ele caminhando debaixo da lua grande.
20 março 2011
15 março 2011
A vida anda muito requentada
meio ano atrás:
- Por que ainda penso em você? - pergunto.
- Para escrever um livro de poemas - responde ele.
hoje:
Cadê os poemas que não vêm?
- Por que ainda penso em você? - pergunto.
- Para escrever um livro de poemas - responde ele.
hoje:
Cadê os poemas que não vêm?
14 fevereiro 2011
10 fevereiro 2011
Polifonia dos desejos
Corpos diferentes, vozes destoantes, conversas multilíngues, línguas de vários gostos.
No Descomplicadas, da revista Naipe:
http://revistanaipe.com/blogs/polifonia-dos-desejos/
.
No Descomplicadas, da revista Naipe:
http://revistanaipe.com/blogs/polifonia-dos-desejos/
.
31 janeiro 2011
alt + ismo:
autismo induzido
para criar um poema
para sobreviver
para sair dali
para sorrir sozinha
quando as pessoas
não te fazem rir
te aburrem
e ressaltam
toda tua tristeza
todo teu silêncio
te deixam tímida
como aquela menina
de vestido e sapatinho
que esconde o rosto
na saia da mãe
mas no bar não há saia
só você e as pessoas
e uma máscara puída
uns retalhos de papel
uma caneta
álcool
seriedade
e a vontade de dar alt + esc
para brincar de autismo.
*setembro 2010 (?)
para criar um poema
para sobreviver
para sair dali
para sorrir sozinha
quando as pessoas
não te fazem rir
te aburrem
e ressaltam
toda tua tristeza
todo teu silêncio
te deixam tímida
como aquela menina
de vestido e sapatinho
que esconde o rosto
na saia da mãe
mas no bar não há saia
só você e as pessoas
e uma máscara puída
uns retalhos de papel
uma caneta
álcool
seriedade
e a vontade de dar alt + esc
para brincar de autismo.
*setembro 2010 (?)
caos calado
entre sapatos
homens, tênis
chinelo levado
entro em casa
e tropeço num
cadarço
sinto o barulho
suspenso, tremo
jogo a bolsa por
cima de outras
cinco
o caos calado diz
eu tô em ti assim
como os paus
intermitentes que
te penetram e,
bagunça, persisto
enquanto você se
perde.
sim, me perco
querendo achar
procurando
procurando
procurando
procuro tudo
muita coisa
mas como achar
em meio a textos
e canetas por
sobre o fogão
meias sujas na
cadeira
louças acumuladas
roupas empilhadas
vizinhos que gritam
cachorra que late
amigos que calam
parentes que invadem.
cadê você que eu
procuro.
*primeiro semestre 2010
homens, tênis
chinelo levado
entro em casa
e tropeço num
cadarço
sinto o barulho
suspenso, tremo
jogo a bolsa por
cima de outras
cinco
o caos calado diz
eu tô em ti assim
como os paus
intermitentes que
te penetram e,
bagunça, persisto
enquanto você se
perde.
sim, me perco
querendo achar
procurando
procurando
procurando
procuro tudo
muita coisa
mas como achar
em meio a textos
e canetas por
sobre o fogão
meias sujas na
cadeira
louças acumuladas
roupas empilhadas
vizinhos que gritam
cachorra que late
amigos que calam
parentes que invadem.
cadê você que eu
procuro.
*primeiro semestre 2010
28 janeiro 2011
12 janeiro 2011
amarmarandar
do décimo quarto andar
a casa grita assovios
pelas frestas esquecidas
e o bichano invisível
resmunga cada pisão no rabo
do mar
o vento traz
o ensaio da escola de samba
que balança como copa
de mangueira despenteada
do verbo amar
meu coração ressona só
e muito bem acompanhado.
a casa grita assovios
pelas frestas esquecidas
e o bichano invisível
resmunga cada pisão no rabo
do mar
o vento traz
o ensaio da escola de samba
que balança como copa
de mangueira despenteada
do verbo amar
meu coração ressona só
e muito bem acompanhado.
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